Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Desenvolvimento suatentável’ Category

Como é o sistema para reaproveitar água da chuva?

http://casaeimoveis.uol.com.br/tire-suas-duvidas/arquitetura/como-e-o-sistema-para-aproveitar-agua-da-chuva.jhtm

A água da chuva é coletada, filtradas e levada a um reservatório inferior, em geral enterrado. Uma bomba leva a água para uma segunda caixa d’água, a partir da qual é feita a distribuição para os pontos desejados: torneira de jardim, sanitários e lava roupa são os mais comuns

Nos tempos atuais, a conservação de recursos naturais é tema de qualquer conversa de bar. E ao falar de preservação, uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça é a questão da água. Apesar de abundante no Brasil – temos a maior bacia hidrográfica do mundo, a do Amazonas – a água já falta em diversas regiões do planeta.

Mesmo no Brasil, as bacias hidrográficas não estão distribuídas uniformemente por todo o território e, pior, sua distribuição não coincide com as áreas de maior concentração populacional. O que vemos, então, são alguns locais com muita água e pouca gente, e outros com uma grande população sem o acesso adequado à água e, ainda mais grave, saneamento.

Recurso valioso

Portanto a água passou a ser um bem raro e que deve ser poupado e reaproveitado ao máximo. Quando falamos de poupar água, estamos nos referindo a diversas práticas, desde fechar a torneira enquanto escovamos os dentes e o chuveiro enquanto nos ensaboamos, até desenvolver sistemas de irrigação para as lavouras que sejam mais eficientes.

Países como Israel plantam no deserto graças a sistemas de irrigação por gotejamento que utilizam menos de 5% da quantidade de água necessária por nosso sistema mais comum, o da aspersão, em que boa parte da água evapora antes mesmo de chegar ao solo. Outro exemplo simples pode ser notado nos arejadores para torneiras, que já estão presentes nos modelos das principais fabricantes do país. Trata-se de um equipamento simples e barato que reduz drasticamente o consumo de água. Nessa linha encontramos diversos sistemas eficientes de descargas entre outros implementos que nos auxiliam a economizar água.

E a água já utilizada?

Hoje em dia, na grande maioria dos edifícios (de uma residência a uma indústria), a água vai diretamente para o sistema de coleta de esgoto e águas pluviais. Entretanto, boa parte dela pode ser facilmente reutilizada, visto que o grau de impurezas é muito baixo após a primeira utilização. Grandes indústrias, como as de cerveja, por exemplo, já possuem sistemas capazes de utilizar diversas vezes a mesma água para a fabricação de seu produto, reduzindo muito o impacto no meio ambiente. Esses são sistemas mais complexos e vamos nos concentrar nos convencionais, desenvolvidos para residências.

Ao pensarmos em reuso de água para residências, podemos primeiramente tratar das águas pluviais, ou seja, a água da chuva. Captar a água que cai nos telhados e lajes de nossas casas para uma futura utilização não só é uma prática econômica e ecológica, como também diminui a quantidade de água que vai para o sistema público de coleta, ou seja, ajuda a diminuir as terríveis enchentes das épocas de chuva forte.

Coletar, filtrar, usar

Os sistemas mais simples de reuso de água tratam apenas das águas pluviais, que após caírem nos telhados são direcionadas às calhas e, ao invés de serem descartadas, são filtradas e levadas a um reservatório inferior, normalmente enterrado. Uma bomba simples transfere a água deste reservatório inferior para outro elevado (uma segunda caixa d’água) e a partir daí a água é direcionada para os pontos que desejamos.

Os sistemas mais simples direcionam esta água de reuso apenas para a irrigação de jardim. Em locais com grandes áreas ajardinadas, só isso já é suficiente, uma vez que toda a água da chuva será reaproveitada e bem utilizada. Em locais com poucas áreas ajardinadas ou mesmo sem nenhuma área verde, podemos utilizar o mesmo conceito de reuso, mas com uma complexidade um pouco maior – a água da chuva, após estar filtrada e no reservatório superior, é levada aos jardins e também para os vasos sanitários, tanques e máquinas de lavar roupas. Essa água, embora imprópria para ser bebida, é bastante limpa para essas finalidades.

Águas cinzas

Há diversos sistemas disponíveis no mercado com filtragem da água após ela entrar no reservatório inferior, imediatamente antes ou ainda no tubo de queda. São vários os filtros existentes e a NBR 15527 (Água de Chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não-potáveis) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é a que regula todos esses sistemas. É importante sempre prestarmos muita atenção ao método de filtragem e de armazenamento, já que ao cair na cobertura, a água carrega consigo todas as impurezas do telhado.

Além da água da chuva, as chamadas águas cinzas também podem ser reutilizadas. As águas cinzas são as que foram utilizadas nas pias de banheiros ou chuveiros, por exemplo. É uma água mais limpa do que a que sai do vaso sanitário (por razões óbvias) e, portanto mais fácil de ser filtrada. O sistema de funcionamento é basicamente o mesmo do reuso de águas pluviais. A água cinza é recolhida, filtrada e reaproveitada nos jardins ou sanitários. Os filtros e os métodos de filtragem podem variar, mas o funcionamento é muito parecido.

Desde que bem projetados, os sistemas para reuso de água são eficientes e vieram para ficar. Além disso, algumas localidades já exigem estes sistemas para qualquer edificação a ser construída

Matéria de Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz para UOL.

No site http://www.sociedadedosol.org.br/comofazer_manuais.htm. Lá existem manuais de instrução para de acesso gratuito que permitem a instalação experimental de vários equipamentos ambientais.

Organização: Prof. Ms. Paulo Eduardo Borzani Gonçalves, Arquiteto

Anúncios

Read Full Post »

 

http://lixosustentavel.blogspot.com/2009/05/telhados-verdes.htmllixosustentavel.blogspot.com lixosustentavel.blogspot.com

 Telhados verdes, pequenos pulmões para grandes cidades, uma solução ambiental !

Quando as plantas crescem absorvem do ar o gás carbônico, principal responsável pelo aquecimento global.

A vegetação também filtra o ar poluído, e a superfície com plantas absorve menos calor do sol que os tetos de cimento ou telhas.

Uma área urbana bem arborizada pode ficar até 3 graus centígrados mais fresca que uma região com cimento e asfalto. Os novos jardins suspensos ainda ajudam a preservação da fauna.

 

Mas afinal, o que é um telhado verde?

É um telhado de uma edificação que pode ser parcial ou completamente coberto de vegetação e solo, ou qualquer outro tipo de substrato, sobre uma membrana impermeável. As “camadas” de um telhado verde podem variar de acordo com as tecnologias e os materiais utilizados, abrangendo um amplo espectro de materiais e níveis tecnológicos em seu processo construtivo.

História e usos dos telhados verdes:

Os telhados verdes “modernos”, construídos com camadas de materiais manufaturados deliberadamente dispostos sobre o telhado para dar suporte a um substrato (solo) e vegetação, são um fenômeno relativamente recente. O método foi desenvolvido na Alemanha na década de 60, e desde então a tecnologia se difundiu mundialmente.

Estima-se que na Alemanha cerca de 10% dos telhados já sejam “verdes”.

http://sitiogralhaazul.net/dev15/index.php?option=com_content&view=article&id=42:por-que-utilizar-telhados-verdes&catid=30:design-ecologico

O prédio da década de 60 tem o maior telhado verde da cidade de São Paulo

A revista Epoca, publicou uma matéria bem legal e completa sobre o tema, acesse:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81177-6010-505,00.html

Organização: Prof. Ms. Paulo Eduardo Borzani Gonçalves

Read Full Post »

Sensacional texto de Karina Ávila

Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

O Brasil é o tipo de país onde as autoridades são as principais responsáveis pelos famosos “jeitinhos” e “acertos”. Quando Marina Silva, ex-ministra do meio ambiente, começou a revolucionar a pasta (que sempre foi apenas um mero nome numa porta); rapidamente os caciques políticos exigiram a sua cabeça e seu “radicalismo anti evolucionário” foi banido das fileiras governamentais.

Para uma pasta fictícia, nada como um bufão para conduzi-la. A escolha de Carlos Minc foi realizada a dedo pelo simples fato de ser um “ambientalista cuca fresca” e de fazer o gênero que mais agrada ao governo Lula e a todos os políticos brasileiros: O Gênero Midiático-Espalhafatoso.

Sua atuação como secretário do meio ambiente no Rio de Janeiro foi medíocre. Mas, no governo federal, vem “revolucionando” o ministério do meio ambiente com suas ações de puro caráter midiático que não levam a nada. Basta lembrar que o confisco dos bois resultou em enorme prejuízo para o governo e a destruição da floresta continua a pleno vapor. Além disso, sua “brilhante” atuação frente ao ministério fez com que os próprios petistas apresentassem uma emenda a uma medida provisória que praticamente abre a Amazônia para a exploração das madeireiras com a suspensão das exigências ambientas relativas ao asfaltamento da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Ele, como titular da pasta, foi “surpreendido” por uma medida provisória emitida por seu próprio presidente.

Sua mais recente e “brilhante” ideia foi a elaboração e promulgação do código florestal. Um amontoado de leis elaboradas sem estudos localizados e sem a análise do impacto econômico na produção brasileira de alimentos. Que levou em consideração apenas a radical conservação ambiental.

Sem entender que muitas culturas de sucesso exigem o plantio em encostas (o que já era feito desde os tempos da Suméria Antiga sem que o meio ambiente fosse prejudicado) o novo código florestal baniu essa prática. Como resultado; as áreas cultivadas com café de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo (algumas) que nos trazem a liderança na exportação da bebida; passaram, do dia para a noite, para a condição de culturas ilegais e passíveis de derrubada. Com isso, nosso país passará a ser um importador de café e perderá uma das suas principais fontes de divisas. O que fomentará a pobreza no campo e a favelização das grandes cidades. Sem falar no incremento da violência e do desemprego.

A exigência de cobertura da mata ciliar com extensão de trinta metros, a partir da margem dos rios, impedirá a exploração econômica da maioria das pequenas propriedades ribeirinhas em muitos estados brasileiros. Isso sem falarmos nos prejuízos que virão com outras medidas decretadas nesse pacote que provocarão danos em todas as áreas da agricultura e da agropecuária brasileira.

Ao mesmo tempo, o Estado de Santa Catarina rebela-se contra os absurdos contidos no novo código e contraria a Constituição ao decretar a sua própria lei florestal que revoga e se sobrepõe aos dispositivos contidos no código federal.

Mais uma ação midiática que não resolve nada e serve apenas para iludir o cidadão. Já que, diante da grita generalizada dos agricultores e pecuaristas, o governo de Santa Catarina ao invés de procurar as vias legais para protestar ou trabalhar mostrando, com estudos técnicos, que o código federal é radical e abusivo demais em alguns aspectos (como de fato o é); prefere “jogar pra galera” e decide a situação com uma ação de mídia que não terá qualquer efeito prático (a não ser prejudicar ainda mais os agricultores e pecuaristas).

Ao promulgar o seu próprio código florestal, o governo de Santa Catarina ganha pontos com o eleitorado desatento (não é isso que todos querem?) e empurra para o povo os prejuízos advindos das multas pesadíssimas e as consequências jurídicas previstas no código florestal federal (que é o que vale na realidade). Pois, uma lei estadual ou municipal não pode se sobrepor a uma lei federal.

É claro que os políticos de Santa Catarina sabem disso. É claro que eles desejam apenas arrecadar votos com ações “em defesa de seus cidadãos” e da economia do seu estado. Mas que, na realidade apenas deixarão os cidadãos em maus lençóis quando as multas e sanções começarem a aparecer.

Mas então, o que poderia ser feito?

O mais difícil; o mais demorado e o que não dá voto: Um estudo sério.

Sua mais recente e “brilhante” ideia foi a elaboração e promulgação do código florestal. Um amontoado de leis elaboradas sem estudos localizados e sem a análise do impacto econômico na produção brasileira de alimentos. Que levou em consideração apenas a radical conservação ambiental.

Sem entender que muitas culturas de sucesso exigem o plantio em encostas (o que já era feito desde os tempos da Suméria Antiga sem que o meio ambiente fosse prejudicado) o novo código florestal baniu essa prática. Como resultado; as áreas cultivadas com café de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo (algumas) que nos trazem a liderança na exportação da bebida; passaram, do dia para a noite, para a condição de culturas ilegais e passíveis de derrubada. Com isso, nosso país passará a ser um importador de café e perderá uma das suas principais fontes de divisas. O que fomentará a pobreza no campo e a favelização das grandes cidades. Sem falar no incremento da violência e do desemprego.

A exigência de cobertura da mata ciliar com extensão de trinta metros, a partir da margem dos rios, impedirá a exploração econômica da maioria das pequenas propriedades ribeirinhas em muitos estados brasileiros. Isso sem falarmos nos prejuízos que virão com outras medidas decretadas nesse pacote que provocarão danos em todas as áreas da agricultura e da agropecuária brasileira.

Ao mesmo tempo, o Estado de Santa Catarina rebela-se contra os absurdos contidos no novo código e contraria a Constituição ao decretar a sua própria lei florestal que revoga e se sobrepõe aos dispositivos contidos no código federal.

Mais uma ação midiática que não resolve nada e serve apenas para iludir o cidadão. Já que, diante da grita generalizada dos agricultores e pecuaristas, o governo de Santa Catarina ao invés de procurar as vias legais para protestar ou trabalhar mostrando, com estudos técnicos, que o código federal é radical e abusivo demais em alguns aspectos (como de fato o é); prefere “jogar pra galera” e decide a situação com uma ação de mídia que não terá qualquer efeito prático (a não ser prejudicar ainda mais os agricultores e pecuaristas).

Ao promulgar o seu próprio código florestal, o governo de Santa Catarina ganha pontos com o eleitorado desatento (não é isso que todos querem?) e empurra para o povo os prejuízos advindos das multas pesadíssimas e as consequências jurídicas previstas no código florestal federal (que é o que vale na realidade). Pois, uma lei estadual ou municipal não pode se sobrepor a uma lei federal.

É claro que os políticos de Santa Catarina sabem disso. É claro que eles desejam apenas arrecadar votos com ações “em defesa de seus cidadãos” e da economia do seu estado. Mas que, na realidade apenas deixarão os cidadãos em maus lençóis quando as multas e sanções começarem a aparecer.

Mas então, o que poderia ser feito?

O mais difícil; o mais demorado e o que não dá voto: Um estudo sério.

Sidarta Gautama – O Buda –

Mostrar ao midiático Minc que seu código florestal emperrará ou destruirá toda a azeitada estrutura econômica do campo brasileiro. Que as medidas devem levar em consideração o que já é sucesso e interferir o menos possível em regiões já econômica e ambientalmente estabilizadas. Não se pode impedir o plantio em encostas onde ele já é feito, com pleno sucesso, há séculos sem qualquer problema ambiental. A mata ciliar é essencial a saúde de nosso sistema hídrico. Mas, adaptar a legislação para permitir a viabilidade das pequenas propriedades também deve ser uma prioridade. Afinal de contas; de nada adianta uma linda floresta e um povo miserável. Mostrar alternativas de exploração para pequenas propriedades, como o turismo ecológico ou rural, outras culturas que não degradem tanto a mata ciliar e o ambiente; enfim, realizar um projeto sério que atue definitivamente no problema.

O que falta é apenas a aplicação do velho e carcomido bom senso. Como diria o grande Sidarta Gautama, o Buda, “o caminho do meio” é sempre a solução. Radicalismos, de ambos os lados, não resolvem nada. O país deve desenvolver-se e manter a saúde de seus recursos ambientais. Parece algo impossível de conciliar; mas existem inúmeros exemplos em países mais evoluídos que o nosso para provar que é possível.

A diferença é que, por lá, ninguém está preocupado em aparecer.

Read Full Post »