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Archive for the ‘Sustentabilidade’ Category

Nos últimos dias tenho ouvido com frequência a pergunta: “Mas você acha mesmo que a inclusão de pessoas com deficiência na escola é possível?” e sempre respondo: “Claro que sim, não sei qual é a dúvida, todos devemos compartilhar os mesmos espaços e experiências, devemos formar alunos que construam um futuro diferente”. Confesso que essa pergunta me causa intenso desconforto e a busca por tentar entender a razão de tal resistência me persegue. A frase seguinte muitas vezes é: “Você acredita que temos professores preparados para receber tais crianças ou mesmo pessoas com formação para capacitar professores para trabalharem com alunos com necessidades especiais?”. Sim, temos, acredito que não em número suficiente ainda, mas se todos acreditarem que é possível, é certo que esse número aumentará.
 
Por algum tempo esse questionamento me perseguiu e a busca pela resposta também, qual é a dificuldade em aceitar que pessoas com características diferentes daquelas que julgamos normais devem ser incluídas? Ontem, acho que comecei a entender, mas estou engatinhando nessa descoberta. Mas ainda assim, acredito que vale a pena compartilhar com vocês e isso aconteceu enquanto conversava com uma querida amiga, uma das pessoas mais especiais que cruzei na vida, a Dra. Waverli Matarazzo Neuberger, bióloga, professora universitária, uma líder por excelência e que realiza um trabalho magnífico com sustentabilidade.
 
Ontem, ela contava para mim e para o grupo de pessoas que fazem parte da Agência Ambiental que ela coordena sobre o que ela tem aprendido em um curso de pós-graduação que está fazendo com o professor Dr. Humberto Maturana, de quem sou fã. Ela falava, dentre outras coisas, sobre o que carregamos em nossa vida, sobre conceitos ou pré-conceitos que temos amarrados em nossa essência. Quando observamos objetos ou situações, utilizamos conceitos internos já construídos, tendo, portanto, uma visão limitada daquilo que se apresenta.
 
É fácil constatar isso. Mostre um copo vazio para um grupo de cinco pessoas e peça para que elas o observem por 10 minutos. Passado o tempo, solicite que cada pessoa descreva as sensações que vivenciaram observando esse copo. Possivelmente, você terá cinco respostas diferentes, e cada resposta está ligada a limitada visão do que para ela é possível.
 
Em quais conceitos e pré-conceitos estamos amarrados? Quais são os paradigmas que devem ser quebrados? Estamos dispostos a isso, queremos realmente aceitar o fato que pessoas com características diferentes podem compartilhar nossa história? Espero que a resposta seja “claro que sim”, e acredito que essa seja mesmo a resposta correta. Nos últimos anos muitas coisas mudaram, inúmeras delas. Quer um exemplo? Há 16 anos, fui para os Estados Unidos, para Disney especificamente. Quando cheguei ao parque, a primeira coisa que observei foi o número de pessoas com deficiência que circulavam pelos parques e toda a estrutura que estava disponível para elas. E o mesmo se repetia nos supermercados, nos parques, nas lojas, restaurantes e nas ruas. Enquanto isso no Brasil as pessoas com deficiência eram mantidas em casa, seja por falta de infraestrutura urbana para recebê-las, seja pela vergonha (tenho até incomodo em escrever isso) que as famílias tinham, evitando assim sair e mostrá-las ao mundo.
 
Os aparelhos auditivos eram escondidos por grandes mechas de cabelos e era preferível ficar sem entender o que era dito a confessar que possuía dificuldade em ouvir. Hoje, a realidade mudou, as pessoas com deficiência saíram de casa, estão no mercado de trabalho, moram sozinhas, são capazes de ir e vir sem a assistência de outras pessoas e sim, estão incluídas em salas comuns de ensino. Claro que nada é tão simples como descrevi, para que o mercado de trabalho absorvesse as pessoas com deficiência a Lei de Cotas precisou ser criada. Para que a locomoção urbana aconteça, que o acesso a cultura, esporte, lazer e educação seja real foi necessário que seres humanos brigassem por eles junto ao poder público, assim hoje, já temos acesso a audiodescrição em alguns espetáculos teatrais e em sessões de cinema, a Língua Brasileira de Sinais agora deve ser ministrada em cursos superiores de licenciatura. Igrejas, palestras, salas de aula já contam com intérprete de LIBRAS. Cidades como Socorro, interior de São Paulo, conta com uma infraestrutura completa para atender as pessoas com deficiência, e isso inclui hotéis e restaurantes preparados, instrutores de esportes radicais preparados, mobiliário urbano acessível.
 
Será que questionar se é possível que pessoas com deficiência frequentem salas de aula comum ainda faz sentido? Acho que não…
Autora: Erika Longone

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Como é o sistema para reaproveitar água da chuva?

http://casaeimoveis.uol.com.br/tire-suas-duvidas/arquitetura/como-e-o-sistema-para-aproveitar-agua-da-chuva.jhtm

A água da chuva é coletada, filtradas e levada a um reservatório inferior, em geral enterrado. Uma bomba leva a água para uma segunda caixa d’água, a partir da qual é feita a distribuição para os pontos desejados: torneira de jardim, sanitários e lava roupa são os mais comuns

Nos tempos atuais, a conservação de recursos naturais é tema de qualquer conversa de bar. E ao falar de preservação, uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça é a questão da água. Apesar de abundante no Brasil – temos a maior bacia hidrográfica do mundo, a do Amazonas – a água já falta em diversas regiões do planeta.

Mesmo no Brasil, as bacias hidrográficas não estão distribuídas uniformemente por todo o território e, pior, sua distribuição não coincide com as áreas de maior concentração populacional. O que vemos, então, são alguns locais com muita água e pouca gente, e outros com uma grande população sem o acesso adequado à água e, ainda mais grave, saneamento.

Recurso valioso

Portanto a água passou a ser um bem raro e que deve ser poupado e reaproveitado ao máximo. Quando falamos de poupar água, estamos nos referindo a diversas práticas, desde fechar a torneira enquanto escovamos os dentes e o chuveiro enquanto nos ensaboamos, até desenvolver sistemas de irrigação para as lavouras que sejam mais eficientes.

Países como Israel plantam no deserto graças a sistemas de irrigação por gotejamento que utilizam menos de 5% da quantidade de água necessária por nosso sistema mais comum, o da aspersão, em que boa parte da água evapora antes mesmo de chegar ao solo. Outro exemplo simples pode ser notado nos arejadores para torneiras, que já estão presentes nos modelos das principais fabricantes do país. Trata-se de um equipamento simples e barato que reduz drasticamente o consumo de água. Nessa linha encontramos diversos sistemas eficientes de descargas entre outros implementos que nos auxiliam a economizar água.

E a água já utilizada?

Hoje em dia, na grande maioria dos edifícios (de uma residência a uma indústria), a água vai diretamente para o sistema de coleta de esgoto e águas pluviais. Entretanto, boa parte dela pode ser facilmente reutilizada, visto que o grau de impurezas é muito baixo após a primeira utilização. Grandes indústrias, como as de cerveja, por exemplo, já possuem sistemas capazes de utilizar diversas vezes a mesma água para a fabricação de seu produto, reduzindo muito o impacto no meio ambiente. Esses são sistemas mais complexos e vamos nos concentrar nos convencionais, desenvolvidos para residências.

Ao pensarmos em reuso de água para residências, podemos primeiramente tratar das águas pluviais, ou seja, a água da chuva. Captar a água que cai nos telhados e lajes de nossas casas para uma futura utilização não só é uma prática econômica e ecológica, como também diminui a quantidade de água que vai para o sistema público de coleta, ou seja, ajuda a diminuir as terríveis enchentes das épocas de chuva forte.

Coletar, filtrar, usar

Os sistemas mais simples de reuso de água tratam apenas das águas pluviais, que após caírem nos telhados são direcionadas às calhas e, ao invés de serem descartadas, são filtradas e levadas a um reservatório inferior, normalmente enterrado. Uma bomba simples transfere a água deste reservatório inferior para outro elevado (uma segunda caixa d’água) e a partir daí a água é direcionada para os pontos que desejamos.

Os sistemas mais simples direcionam esta água de reuso apenas para a irrigação de jardim. Em locais com grandes áreas ajardinadas, só isso já é suficiente, uma vez que toda a água da chuva será reaproveitada e bem utilizada. Em locais com poucas áreas ajardinadas ou mesmo sem nenhuma área verde, podemos utilizar o mesmo conceito de reuso, mas com uma complexidade um pouco maior – a água da chuva, após estar filtrada e no reservatório superior, é levada aos jardins e também para os vasos sanitários, tanques e máquinas de lavar roupas. Essa água, embora imprópria para ser bebida, é bastante limpa para essas finalidades.

Águas cinzas

Há diversos sistemas disponíveis no mercado com filtragem da água após ela entrar no reservatório inferior, imediatamente antes ou ainda no tubo de queda. São vários os filtros existentes e a NBR 15527 (Água de Chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não-potáveis) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é a que regula todos esses sistemas. É importante sempre prestarmos muita atenção ao método de filtragem e de armazenamento, já que ao cair na cobertura, a água carrega consigo todas as impurezas do telhado.

Além da água da chuva, as chamadas águas cinzas também podem ser reutilizadas. As águas cinzas são as que foram utilizadas nas pias de banheiros ou chuveiros, por exemplo. É uma água mais limpa do que a que sai do vaso sanitário (por razões óbvias) e, portanto mais fácil de ser filtrada. O sistema de funcionamento é basicamente o mesmo do reuso de águas pluviais. A água cinza é recolhida, filtrada e reaproveitada nos jardins ou sanitários. Os filtros e os métodos de filtragem podem variar, mas o funcionamento é muito parecido.

Desde que bem projetados, os sistemas para reuso de água são eficientes e vieram para ficar. Além disso, algumas localidades já exigem estes sistemas para qualquer edificação a ser construída

Matéria de Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz para UOL.

No site http://www.sociedadedosol.org.br/comofazer_manuais.htm. Lá existem manuais de instrução para de acesso gratuito que permitem a instalação experimental de vários equipamentos ambientais.

Organização: Prof. Ms. Paulo Eduardo Borzani Gonçalves, Arquiteto

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É somente a partir do início do século XXI que podemos passar a considerar a pessoa com deficiência[1] como parte, efetivamente integrante, do Mercado de Trabalho nacional. Desde 2000, 64.177 pessoas com deficiência foram inseridas no mercado de trabalho pela fiscalização – este número não representa o total de deficientes trabalhando no país, pois são baseados em empresas visitadas. Somente no primeiro trimestre desse ano, 4.151 portadores inseridos. Em 2006, 19.778 trabalhadores foram beneficiados. Nos primeiros cinco anos do novo século, somente no Estado de São Paulo, o número de pessoas com deficiências empregadas formalmente, saltou de 601 para 35.782.

Este número cresce constantemente, pois a cada dia uma nova empresa com mais de uma centena de funcionários, se prepara para atender a chamada “Lei de cotas” (Lei 8.213/91),  que determina que as empresas que têm entre 100 e 200 empregados devem reservar pelo menos 2% da quantidade de vagas para profissionais com deficiência. Para empresas com até 500 funcionários a cota sobe para 3%; com até 1 mil, 4%; e acima de 1mil a cota estipulada pela lei é de 5%.

É claro que essa realidade só se faz presente porque o Poder Público tem efetuado uma fiscalização constante e efetiva a fim de garantir o cumprimento desta Lei. A Delegacia Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, responsável por garantir que as empresas sediadas no estado cumpram suas cotas, somente no primeiro trimestre de 2010, fiscalizou 2694 empresas.

Do total de empresas fiscalizadas pela DRT no primeiro semestre do ano corrente, cerca de 150 foram autuadas e devem sofrer a penalidade de pagar uma multa que varia de R$1.195,13 a R$119.512,33 conforme a Portaria 1.199 de 28 de outubro de 2003.

Pessoas com visão monocular, surdez em um ouvido, com deficiência mental leve, ou deficiência física que não implique impossibilidade de execução normal das atividades do corpo, não são beneficiados pela Lei 8.213/91.

As empresas ainda encontram dificuldades na hora do recrutamento das pessoas com deficiência, pois carecem na sua maioria de um projeto global de inclusão e ainda esbarram nos preconceitos arraigados no passado. Não basta que o contratante execute pequenas adaptações para a entrada e saída dos novos funcionários contratados é necessária a criação de um contexto de convivência e socialização entre os deficientes e seus companheiros de trabalho, bem como entre as funções executadas por estes funcionários e o espaço físico que os abriga. As diferentes categorias de deficiência, associadas aos diversos níveis de intensidade com que elas podem se apresentar nos indivíduos garantem que este enorme contingente de mão de obra possa se adaptar a praticamente todas as atividades profissionais da contemporaneidade.

Entretanto, mesmo depois de 16 anos da publicação da Lei, ainda nos encontramos em fase de adaptação, tanto nas questões relativas ao atendimento a legislação por parte do mercado de trabalho, como no que diz respeito à qualificação da mão de obra do deficiente, o que se constitui num desafio presente e urgente.

Estamos engajados nesse desafio de forma a preparar, treinar e qualificar estes profissionais que devem se mirar nas experiências de sucesso de empresas pioneiras como a MWM-International e SERASA, que já contam com um efetivo de funcionários com deficiência em plena atividade e de projetos como o Espaço Cidadania.  

“Temos que vencer um problema cultural no país: as pessoas com deficiência muitas vezes são afastadas do meio social. Nossa principal dificuldade é a falta de qualificação destas pessoas”[…] “Trata-se não apenas de cumprir a lei de cotas, mas de um trabalho social; temos que procurar estas pessoas, qualificar, oferecer treinamento específico para a função” (PEDACE, A)[2].

  

As fotos acima, cedidas pelo Projeto Espaço Cidadania   mostram pessoas com deficiência em áreas de administração e de produção nas indústrias.


[1] De acordo com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), pelo Decreto 5.296/04, deficiência é “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.

Pessoas com visão monocular, surdez em um ouvido, com deficiência mental leve, ou deficiência física que não implique impossibilidade de execução normal das atividades do corpo, não são beneficiados pela Lei 8.213/91.

[2] Arnaldo Pedace – Gerente de Relações Sindicais e Trabalhistas – SINDUSFARMA Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo

Autor: Arquiteto Paulo Eduardo Borzani Gonçalves

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Sensacional texto de Karina Ávila

Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

O Brasil é o tipo de país onde as autoridades são as principais responsáveis pelos famosos “jeitinhos” e “acertos”. Quando Marina Silva, ex-ministra do meio ambiente, começou a revolucionar a pasta (que sempre foi apenas um mero nome numa porta); rapidamente os caciques políticos exigiram a sua cabeça e seu “radicalismo anti evolucionário” foi banido das fileiras governamentais.

Para uma pasta fictícia, nada como um bufão para conduzi-la. A escolha de Carlos Minc foi realizada a dedo pelo simples fato de ser um “ambientalista cuca fresca” e de fazer o gênero que mais agrada ao governo Lula e a todos os políticos brasileiros: O Gênero Midiático-Espalhafatoso.

Sua atuação como secretário do meio ambiente no Rio de Janeiro foi medíocre. Mas, no governo federal, vem “revolucionando” o ministério do meio ambiente com suas ações de puro caráter midiático que não levam a nada. Basta lembrar que o confisco dos bois resultou em enorme prejuízo para o governo e a destruição da floresta continua a pleno vapor. Além disso, sua “brilhante” atuação frente ao ministério fez com que os próprios petistas apresentassem uma emenda a uma medida provisória que praticamente abre a Amazônia para a exploração das madeireiras com a suspensão das exigências ambientas relativas ao asfaltamento da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Ele, como titular da pasta, foi “surpreendido” por uma medida provisória emitida por seu próprio presidente.

Sua mais recente e “brilhante” ideia foi a elaboração e promulgação do código florestal. Um amontoado de leis elaboradas sem estudos localizados e sem a análise do impacto econômico na produção brasileira de alimentos. Que levou em consideração apenas a radical conservação ambiental.

Sem entender que muitas culturas de sucesso exigem o plantio em encostas (o que já era feito desde os tempos da Suméria Antiga sem que o meio ambiente fosse prejudicado) o novo código florestal baniu essa prática. Como resultado; as áreas cultivadas com café de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo (algumas) que nos trazem a liderança na exportação da bebida; passaram, do dia para a noite, para a condição de culturas ilegais e passíveis de derrubada. Com isso, nosso país passará a ser um importador de café e perderá uma das suas principais fontes de divisas. O que fomentará a pobreza no campo e a favelização das grandes cidades. Sem falar no incremento da violência e do desemprego.

A exigência de cobertura da mata ciliar com extensão de trinta metros, a partir da margem dos rios, impedirá a exploração econômica da maioria das pequenas propriedades ribeirinhas em muitos estados brasileiros. Isso sem falarmos nos prejuízos que virão com outras medidas decretadas nesse pacote que provocarão danos em todas as áreas da agricultura e da agropecuária brasileira.

Ao mesmo tempo, o Estado de Santa Catarina rebela-se contra os absurdos contidos no novo código e contraria a Constituição ao decretar a sua própria lei florestal que revoga e se sobrepõe aos dispositivos contidos no código federal.

Mais uma ação midiática que não resolve nada e serve apenas para iludir o cidadão. Já que, diante da grita generalizada dos agricultores e pecuaristas, o governo de Santa Catarina ao invés de procurar as vias legais para protestar ou trabalhar mostrando, com estudos técnicos, que o código federal é radical e abusivo demais em alguns aspectos (como de fato o é); prefere “jogar pra galera” e decide a situação com uma ação de mídia que não terá qualquer efeito prático (a não ser prejudicar ainda mais os agricultores e pecuaristas).

Ao promulgar o seu próprio código florestal, o governo de Santa Catarina ganha pontos com o eleitorado desatento (não é isso que todos querem?) e empurra para o povo os prejuízos advindos das multas pesadíssimas e as consequências jurídicas previstas no código florestal federal (que é o que vale na realidade). Pois, uma lei estadual ou municipal não pode se sobrepor a uma lei federal.

É claro que os políticos de Santa Catarina sabem disso. É claro que eles desejam apenas arrecadar votos com ações “em defesa de seus cidadãos” e da economia do seu estado. Mas que, na realidade apenas deixarão os cidadãos em maus lençóis quando as multas e sanções começarem a aparecer.

Mas então, o que poderia ser feito?

O mais difícil; o mais demorado e o que não dá voto: Um estudo sério.

Sua mais recente e “brilhante” ideia foi a elaboração e promulgação do código florestal. Um amontoado de leis elaboradas sem estudos localizados e sem a análise do impacto econômico na produção brasileira de alimentos. Que levou em consideração apenas a radical conservação ambiental.

Sem entender que muitas culturas de sucesso exigem o plantio em encostas (o que já era feito desde os tempos da Suméria Antiga sem que o meio ambiente fosse prejudicado) o novo código florestal baniu essa prática. Como resultado; as áreas cultivadas com café de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo (algumas) que nos trazem a liderança na exportação da bebida; passaram, do dia para a noite, para a condição de culturas ilegais e passíveis de derrubada. Com isso, nosso país passará a ser um importador de café e perderá uma das suas principais fontes de divisas. O que fomentará a pobreza no campo e a favelização das grandes cidades. Sem falar no incremento da violência e do desemprego.

A exigência de cobertura da mata ciliar com extensão de trinta metros, a partir da margem dos rios, impedirá a exploração econômica da maioria das pequenas propriedades ribeirinhas em muitos estados brasileiros. Isso sem falarmos nos prejuízos que virão com outras medidas decretadas nesse pacote que provocarão danos em todas as áreas da agricultura e da agropecuária brasileira.

Ao mesmo tempo, o Estado de Santa Catarina rebela-se contra os absurdos contidos no novo código e contraria a Constituição ao decretar a sua própria lei florestal que revoga e se sobrepõe aos dispositivos contidos no código federal.

Mais uma ação midiática que não resolve nada e serve apenas para iludir o cidadão. Já que, diante da grita generalizada dos agricultores e pecuaristas, o governo de Santa Catarina ao invés de procurar as vias legais para protestar ou trabalhar mostrando, com estudos técnicos, que o código federal é radical e abusivo demais em alguns aspectos (como de fato o é); prefere “jogar pra galera” e decide a situação com uma ação de mídia que não terá qualquer efeito prático (a não ser prejudicar ainda mais os agricultores e pecuaristas).

Ao promulgar o seu próprio código florestal, o governo de Santa Catarina ganha pontos com o eleitorado desatento (não é isso que todos querem?) e empurra para o povo os prejuízos advindos das multas pesadíssimas e as consequências jurídicas previstas no código florestal federal (que é o que vale na realidade). Pois, uma lei estadual ou municipal não pode se sobrepor a uma lei federal.

É claro que os políticos de Santa Catarina sabem disso. É claro que eles desejam apenas arrecadar votos com ações “em defesa de seus cidadãos” e da economia do seu estado. Mas que, na realidade apenas deixarão os cidadãos em maus lençóis quando as multas e sanções começarem a aparecer.

Mas então, o que poderia ser feito?

O mais difícil; o mais demorado e o que não dá voto: Um estudo sério.

Sidarta Gautama – O Buda –

Mostrar ao midiático Minc que seu código florestal emperrará ou destruirá toda a azeitada estrutura econômica do campo brasileiro. Que as medidas devem levar em consideração o que já é sucesso e interferir o menos possível em regiões já econômica e ambientalmente estabilizadas. Não se pode impedir o plantio em encostas onde ele já é feito, com pleno sucesso, há séculos sem qualquer problema ambiental. A mata ciliar é essencial a saúde de nosso sistema hídrico. Mas, adaptar a legislação para permitir a viabilidade das pequenas propriedades também deve ser uma prioridade. Afinal de contas; de nada adianta uma linda floresta e um povo miserável. Mostrar alternativas de exploração para pequenas propriedades, como o turismo ecológico ou rural, outras culturas que não degradem tanto a mata ciliar e o ambiente; enfim, realizar um projeto sério que atue definitivamente no problema.

O que falta é apenas a aplicação do velho e carcomido bom senso. Como diria o grande Sidarta Gautama, o Buda, “o caminho do meio” é sempre a solução. Radicalismos, de ambos os lados, não resolvem nada. O país deve desenvolver-se e manter a saúde de seus recursos ambientais. Parece algo impossível de conciliar; mas existem inúmeros exemplos em países mais evoluídos que o nosso para provar que é possível.

A diferença é que, por lá, ninguém está preocupado em aparecer.

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No dia 27 de março de 2010 o Brasil participará pelo segundo ano consecutivo da Hora do Planeta. 

Earth Hour é um programa mundial de combate às mudanças climáticas da WWF que convida a população a apagar suas luzes durante uma hora. Neste ano o evento ocorrerá no dia 27 de março das 20h30 às 21h30 em protesto contra o aquecimento global.

Em 2009 113 cidades brasileiras participaram do evento, alguns importantes monumentos, como o Cristo Redentor, ficaram no escuro por 60 minutos.

Fonte: Planeta sustentável

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Jack Johnson em estúdio sustentável gravará

O cantor havaiano Jack Johnson Irá gravar seu próximo álbum em um estúdio chamado Mango Tree integralmente que funciona com energia solar. Jack e sua mulher são fundadores de uma Fundação chamada Kokua Havaí que promove Educação Ambiental.

Fonte: virgula.com.br

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